Dever de lembrar e o dizer verdadeiro: saber, poder, existir
A morte frequentemente reclama obituários, falados, escritos, cantados, encenados (…). Mas foi diferente no caso de Michel Foucault. Para ele, o problema da morte aparece como indicador da maneira de se relacionar corajosamente com a vida, com todo risco nela implicado. Trabalhando no exercício do dizer verdadeiro, o filósofo francês afirmou que, voltado à coragem da verdade, se curava das opiniões alheias sobre sua maneira de viver e a respeito de tudo o que fazia e dizia. Nesse ciclo de debates, retomamos a morte de Foucault como um acontecimento para tornar pensável aspectos do que seus estudos proporcionaram acerca dos saberes sobre a vida, o poder e a existência, bem como os trabalhos de reelaboração de suas diversas contribuições. Parte dos esforços de recriação decorrem das publicações pós-morte de alguns dos seus textos e inúmeras pesquisas produzidas em campos de saber heterogêneos, em diferentes latitudes. Desse modo, menos que uma militância ou luta pela verdade do legado foucaultiano, propomos um simpósio em torno de 3 eixos centrais de seu trabalho: os saberes, os poderes e as artes de existir.
Datas
11/6 – Saberes – Rosimeri de Oliveira Dias (UERJ), Heliana de Barros Conde Rodrigues (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – In memorian) e Thiago Ranniery (UFRJ)
18/6 – Poderes – José Gondra (UERJ), Vinícius Vieira (UERJ) e Kátia Aguiar (UFF)
25/6 – Existências – Pedro de Souza (UERJ), Gleiton Matheus Bonfante (UFF) e Cassiana Lopes Stephan (UFRJ).





